Pensamentos e Sonhos são como ladrões. Roubam meu tempo e levam minha paz.

Sou aquele que seus olhos não vêem, seus ouvidos não ouvem e sua mente não compreende. Mas sei o que você quer vê, o que seus ouvidos gostam de ouvir, e o que sua mente é capaz de compreender.

O que já se foi:

" Drogas são para idiotas. Os espertos curtem Rock'n Roll!!! "

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Quarta-feira, Janeiro 21, 2004






BRUNO LIMA ás 1:33 PM

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Quarta-feira, Janeiro 07, 2004

Ah que saudades que estou sentindo. Ultimamente estou passando por uma fase meio nostálgica. Mas não pensem que estou com saudades de minha infância ou de minha adolescência da qual estou me despedindo, nem se trata da ¿nostalgia da lama¿ como diria meu amigo Machado de Assis (desculpem a intimidade). Estou sentindo saudades do que não foi e do que provavelmente nunca será. Sentindo saudades da minha vida nos anos 70, regada a amor sem preocupações com doenças modernas, saudades do meu cabelo desarrumado, saudades dos shows das bandas que já se foram. Estou sentindo saudades dos meus amores que nunca vieram, dos meus amigos que nunca tive, das drogas e viagens psicodélicas que nunca vivenciei. Mas não sei explicar como isso começou. Como tudo aquilo que acontece na minha vida, não há explicação. Elas simplesmente acontecem. Preciso me livrar disso aqui. Mas estou com uma enorme preguiça de construir um novo lugar. Ah que preguiça que estou sentindo.


Na verdade talvez haja explicações para isso tudo.
1.O Pato Fu simplesmente abandonou todos os funáticos. Estamos órfãos. Tudo por conta de uma criança que nasceu. Maldita Nina!!!!!!




2.Estou me tornando viciado em uma banda. Se eu ficar mais de uma hora sem ouvir Strokes começo a ter crises de abstinência. È a única coisa ultimamente que me faz ficar alegre. As histórias que eles contam parecem sempre ser mais interessante que minha própria vida.



3.Estou escutando em ritmo frenético sons de qualquer natureza. Estou coma mania estúpida de ouvir de Justin Timberlake à Bob Dylan.
4.Nessas minhas aventuras musicais, diversas bandas acabaram entrando para a minha listinha de preferidas: Sonic Youth, Ben Kweller e Kings of Leon. E o ódio aumenta mais dentro de mim: Por que diabos ainda não aprendi a tocar alguma coisa?
5.O Oasis começou a gravar o novo álbum nesse mês. Para quem reclamava que eles não mudavam o som, eis que eles chamaram os produtores de música eletrônica que formam o Death in Vegas. Ousadia? Loucura? Jogada de mestre? Apelação? Oasis eletrônico???? Comecem a rezar meus amigos. È agora ou nunca. Acenda a sua vela que eu já acendi a minha. Seja o que Deus quiser.

BRUNO LIMA ás 5:06 PM

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Sábado, Dezembro 27, 2003

O final de ano está chegando e podemos dizer agora que o ano de 2003 foi um dos mais fracos em termos de bons filmes. O ano foi marcado por grandes produções que em sua grande maioria estavam preocupados apenas em arrecadar alguns milhões do público. Apenas X-Men 2 conseguiu o feito de misturar entretenimento e qualidade. O ano também serviu para mostrar aos engravatados de Hollywood que efeitos especiais não garantem boas bilheterias. Filmes como Huck, Demolidor e As Panteras amargaram um fracasso nas bilheterias do mundo todo. O ano também foi marcado pela grande decepção que foram Matrix Reloaded e Revolutions e a consagração de Peter Jackson e seu Senhor dos Anéis.. Resolvi fazer uma lista dos melhores e os piores filmes na minha opinião. Resta esperar que o ano de 2004 possa ser melhor que esse que acaba.

Os Piores

5. Huck
O diretor Ang Lee fez uma obra sem alma e sem senso de humor. O erro mais grave foi o de querer transformar um filme ¿pipoca¿ em um "drama cabeça".
4. 007 Um novo dia para morrer
Uma bobagem sem tamanho. O charme e o senso de humor irônico, característicos dos primeiros filmes de James Bond, foram jogados no lixo em troca dos efeitos especiais.
3. + Velozes + Furiosos
O filme consegue fazer com que produções de Ação B, se tornem obras-primas em comparação com essa seqüência. Lixo da pior espécie.
2. O Apanhador de Sonhos
Alguns filmes possuem até uma idéia bacana, mas por incompetência do diretor e um roteirista sem talento, acabam colocando tudo a perder. È o que acontece com O Apanhador de Sonhos. Uma produção que começa até bem, mas que perde o rumo e termina com umas das cenas mais ridículas que já vi no cinema.
1.Matrix Reloaded / Revolutions
Esses dois filmes ocupam o primeiro lugar dentre os piores por serem os mais pretensiosos dos cinco. O primeiro Matrix revolucionou o cinema de ação e criou uma legião de fãs que se identificavam com as idéias pós-modernas e filosóficas do filme. Parece que os irmãos Wachowski já haviam dito tudo o que tinham a dizer no primeiro filme e que Matrix se transformou em um monstro maior do que eles eram capazes de domar. Reloaded e Revolutions foram sustentados apenas pelo marketing agressivo e pelos fãs que iriam de uma forma ou outra lotar os cinemas. O roteiro foi praticamente esquecido. O resultado é um amontoado de cenas pretensiosas com a intenção de revolucionar novamente o cinema, mas que acabam por transformar o filme em uma obra sem alma, fria e infelizmente muito ruim. Digo ruim porque os irmãos Wachowski construíram um universo fantástico que transita entre o real e o virtual e que daria margem a diversas discussões. Mas nada disso é aproveitado. Revolutuions finaliza a trilogia de forma vergonhosa, apesar de ainda superar Reloaded. A sensação que se tem ao assistir Revolutions, é a de terem feito você de idiota esse tempo todo. Decepção.



Os Melhores

5. A Viagem de Chihiro
Nunca pensei que um desenho animado fosse um dia figurar entre os cinco melhores filmes do ano na minha lista. Mas seria uma injustiça com essa obra-prima de Hayao Miyazaki. Mas voltada para adultos do que para o público infantil, A Viagem de Chihiro é um passeio por um mundo fantástico e até pela nossa própria vida.
4. Chicago
Se um desenho animado se tornar um dos melhores do ano já é uma surpresa, imaginem um musical. Depois da experiência de assistir a Moulin Rouge, que não passou de um vídeo clipe estendido, passei a ter uma nova visão em relação aos musicais modernos. Catherine Zeta-Jones, Renée Zellweger e Richard Gere esbanjando talento, trilha musical, cenários e figurinos impecáveis e um roteiro que possui um senso de humor irônico e áspero, coisa rara hoje em dia.
3. O Pianista
Depois de dirigir o horrível O Ùltimo Portal, Roman Polanski conseguiu mostrar porque é um dos melhores cineastas vivos. Dirigir produções sobre o holocausto não é uma tarefa fácil, já que esses filmes se tornaram praticamente um gênero em Hollywood. No entanto Polanski demonstra seu talento em optar apenas por narrar a jornada de Wladyslaw Szpilman, sem recorrer a cenas sentimentalistas e maniqueísmos, tão comuns em filmes do gênero. Se o espectador vai às lagrimas é porque as imagens, a história e a interpretação espetacular de Adrien Brody nos levam a isso.
2. As Horas
Adaptações de obras literárias não costumam se tornar bons filmes. Ainda mais quando essa obra é considerada quase impossível de ser adaptada. Mas o diretor Stephen Daldry mostrou que basta ter talento para transformar um bom livro em um ótimo filme. As Horas é um daqueles dramas que se deve apreciar com outros olhos. Um filme cheio de camadas e como toda obra de arte, possui diversas interpretações. Conseguir transformar um suicídio em uma forma de estimular a vida é tarefa que pouco diretores tem coragem de tentar. Apesar da interpretação equivocada de Nicole Kidman, que se perdeu na tentativa de incorporar Virginia Woolf, todas os demais atores estão perfeitos em seus papeis. Julianne Moore interpretando uma dona de casa que vive, ou melhor, não vive, com seu marido e seu filho. E Meryl Streep fazendo mais um típico papel Meryl Streep. Uma mulher comum que passa por um drama psicológico que acaba transformando toda a sua vida. Um filme que para muitos pode ser depressivo e melancólico, mas que para mim serviu para dar uma injeção de vida e mostrar que nunca é tarde para ser feliz de verdade. Inesquecível!
1. O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei
O Senhor dos Anéis, talvez não seja o melhor filme que já assisti, mas com certeza foi o filme que mais mexeu comigo. Só em pensar que estamos órfãos da Terra-Média, me enche de tristeza. Talvez por gostar tanto do filme torna-se uma tarefa difícil de fazer comentários. Sempre acho que esqueci de mencionar algo importante. Todos os aplausos e condecorações devem ir para Peter Jackson, que foi capaz de transformar um livro rico em detalhes e descrições em um filme que poucas vezes erra. Mas o que seria responsável por tamanha qualidade? Os atores que estão perfeitos em seus papeis? A cenografia, maquiagem e trilha sonora irretocáveis? A dignidade que Peter Jackson deu aos efeitos especiais, fazendo com eles fossem um complemento para contar a historia e não como maquiagem para disfarçar um roteiro ruim? Talvez seja tudo isso e mais alguma coisa. O Retorno do Rei entra para a categoria dos grandes épicos do cinema. E desde já possui as melhores cenas de batalha da história do cinema. Mas estamos órfãos. Tudo chegou ao fim.

BRUNO LIMA ás 3:42 PM

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Quarta-feira, Dezembro 24, 2003

Cara Nina,

O que sei sobre ti talvez não seja o mais importante, mas é o suficiente para colocar-te contra a parede. Poderia aqui descrever em detalhes como consegui descobrir tua verdadeira face. No entanto prefiro resumir essa carta aos desejos que foram despertados.
Se antes resignava em aproximar-se de ti, agora não mais temo. Destruíste a barreira intransponível que existia até bem pouco tempo entre nós. Quero também demonstrar a profunda admiração que sinto por ti. Tu mostraste ser uma atriz e uma jogadora nata. Nem eu, nem seu pobre marido, poderíamos desconfiar que uma senhora tão reservada e com gestos doces e delicados pudesse se submeter a tal vida. Sinto por ti não ódio, mas admiração.
Sorte de teu marido que jamais desejou ter filhos. Imagino as pequenas crianças descobrindo o que sua dedicada e terna mãe faz todas as noites. Seria trágico, mas eu não deixaria de rir dessa situação.
Tento criar teorias que justifiquem a vida que tu escolheste levar. Tenho que admitir que tal tarefa tem se tornado difícil. Os motivos se dissipam com tamanha rapidez que se torna praticamente impossível elaborar justificativas para o teu caso. Começo a achar que tu fazes isso apenas por prazer. Uma senhora que sempre foi tão cheia de gostos que eram imediatamente realizados pelo teu marido e que se gabava por possuir vestidos e jóias caras que eram invejadas por todas as damas e senhoritas da cidade, não poderia fazer isso por dinheiro. Prazer carnal, certamente.
Quero propor algo Nina. Na verdade não se trata de uma proposta. Tens apenas essa opção. Não que tu devas aceitá-la. Mas terás que suportar as conseqüências.
Não sabes o quanto foi difícil dormir pensando em uma mulher que jamais poderia ser minha. Ver-te passear na praça era motivo de dor e angústia. Dormi com mulheres que jamais amei para saciar o desejo que sentia e que infelizmente ainda sinto. Ainda existem marcas. Trouxeste para minha vida o céu e o inferno. Tu és ninfa e lúcifer.
Desejos. Desejos que agora quero que sejam consumados. Tu terás que dormir comigo uma única vez. Apenas uma noite. Pagarei o triplo que tu costumas cobrar de teus clientes. Quero saciar todos os meus desejos. E quando acabar, não quero tornar a ver teu rosto. Jamais desejarei olhar em tua face novamente. Sei que será difícil suportar essa condição, mas preciso libertar-me dessa prisão sufocante que é o desejo.
Espero-te às dez horas em minha casa. Teu marido saberá de todos os detalhes sórdidos de tua vida leviana se ousar não aparecer no horário marcado. Sinto muito por tudo isso. É doloroso fazer-te passar por essa situação. Mas é inevitável. Amar-te é inevitável.

Desejo a todos os leitores fiéis desse blog uma feliz Natal !!!! Obrigado por me acompanharem nesses dias às vezes árduos, às vezes prazerosos.

Até breve!

BRUNO LIMA ás 4:16 PM

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Terça-feira, Dezembro 16, 2003


Vermelho

Ana possuía duas opções: esquecer tudo o que havia passado ou levar até o fim a idéia de vingança. Esta última opção parecia ser muito mais pertinente. Não que o perdão seja algo estúpido. Mas Ana não esqueceria tão facilmente o que havia passado.
Vingança!Morte!Ela sussurrou essas duas palavras e excluiu todas as outras opções de sua lista. Penalizaria duramente aquela que a fez sofrer. Estava disposta a pôr um ponto final.
Ana vestiu-se de vermelho. O vestido estava guardado em seu guarda-roupa há anos. Parecia estar esperando por esse momento. Passou o batom vermelho em seus lábios e calçou as sandálias vermelhas que estavam empoeiradas. Mas ela fez questão de passar alguns minutos tirando todo o pó.
Ela olhou por alguns instantes o seu reflexo no espelho. Naquele instante Ana se contorceu de ódio. Golpeou com suas mãos o espelho que se quebrou em vários pedaços. Da sua mão escorreu sangue vermelho. As lágrimas caíram de seus olhos. E tudo pareceu ganhar mais força. Se antes restavam dúvidas, agora haviam sido dissipadas.
Ana andou lentamente até a sacada de seu apartamento. E por um instante todas as lembranças voltaram à tona. Lembrou-se de ter abandonado seu grande amor, lembrou-se de ter desistido de seus sonhos, desistido de ser feliz. Lembrou-se do ódio que sentia de si mesma.
Ana atirou-se do décimo terceiro andar.
Quando criança ela havia escutado que o vermelho é a cor do amor. Mas o sangue que estava saindo do seu corpo morto no chão não era da cor do amor. Era da cor do ódio.

BRUNO LIMA ás 7:36 PM

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Sexta-feira, Dezembro 12, 2003


O começo do fim

Bom, por onde começo? Pelo começo né? Então tá. Todos devem estar se perguntando se eu abandonei esse blog. A resposta é não! Pelo menos por enquanto. Sei que muitos gostam de ler o que escrevo aqui, mas estou em processo para abandonar o Cidade do Sonho. Em pouco tempo esse blog se tornará coisa do passado. Mas não se preocupem estou trabalhando em coisas novas que não posso revelar agora para não estragar a surpresa. Mas um blog com conteúdo parecido com esse com certeza não será.
Estive ausente desse blog por alguns motivos. O primeiro é a pura falta de tempo. Estou tendo semanas conturbadas. Provas, trabalhos e outras obrigações impostas pelo sistema. O segundo motivo é a pura falta de criatividade que está pairando sobre minhas idéias. Mas acho que isso se deve a falta de tempo. Machado de Assis não escreveria tão bem se tivesse que trabalhar na construção civil o dia todo. Não que eu esteja me comparando a ele. O terceiro motivo e talvez o mais importante foi o meu breve surto depressivo que vivenciei até pouco tempo atrás. Parecia que o mundo ia desabar sobre minha cabeça. Comecei a lembrar de tempos passados e temer que tudo pudesse voltar novamente. Já saí desse abismo há bastante tempo, não pretendo voltar.
Eu espero encher esse lugar de textos e poemas e qualquer coisa que venha na minha cabeça, afinal de contas são os últimos momentos de vida do Cidade dos Sonhos. Então é isso. Estou de volta. Espero que Deus me ajude e me tire desse hiato criativo.

Inté!

BRUNO LIMA ás 9:47 PM

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Segunda-feira, Dezembro 01, 2003

1

Você pensa que faz o que quer
Não faz
E que quer fazer o que faz
Não quer
Tá pensando que Deus vai ajudar
Não vai
E que há males que vem para o bem
Não vem
Você acha que ela há de voltar não há
Não há
E que ao menos alguém vai escapar
Ninguém

Paro pra pensar
Mas não penso mais
Um minuto sem pensar em alguém
Que não para pra pensar em ninguém

Você acha que eu tenho demais
Roubei
Você acha que eu não sou capaz
Matei

2

O céu um circulo fez
E eu o que fiz
O mesmo outra vez

O sol nasceu e morreu
E eu ainda não
Um dia talvez

Sem incomodar Ninguém
Nem me fazer notar
Volto ao mesmo lugar
Vou esperar ninguém

Os cães latem pra me censurar
Ma nem vou argumentar
Com indivíduos assim

Tão só que quase posso escutar
O dia matar
A noite que chega ao fim
Sem incomodar ninguém
Nem me fazer notar
Volto ao mesmo lugar
Pois vai estar lá ninguém

3

Um minuto pra pensar
Que a vida leva e trás
O que eu faço ela desfaz

Um segundo pra esquecer
Tudo que me apraz
E não tenho mais

Pensamentos são como ladrões
Me roubando o tempo
Levam minha paz

Pois todo mundo está só
Pra saber o que é bom
O ruim e o tanto faz

Às vezes não quero escolher
E as pessoas vão dizer
Que eu vivo de ilusão

Vou desaparecendo
Mas estou sempre lá
Sei que por um momento
Fujo sem sair do lugar



1,2,3: Pato Fu



... Vai começar tudo outra vez. Por favor, ajude-me!

BRUNO LIMA ás 10:07 PM

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Quinta-feira, Novembro 20, 2003


O outro


São dois ou três lances de escadas até chegar ao último andar. Nunca sei números com precisão. Sou péssimo com números. Por isso não se preocupe com esses detalhes. Aliás, sei que muitos irão recriminar meu ato. Mas não posso pensar em remorsos agora. Ela com certeza não pensa em arrependimento quando faz isso. Maldita! Só em pensar que me deitei com um monstro durante tanto tempo, me faz estremecer de ódio. Há tempos não sentia algo assim. Ódio somente comparado quando não ganhava o presente desejado no natal. Não que eu seja possessivo ou ligado a coisas materiais. Talvez possessivo. Materialista jamais.
Bem, devo está perto. Sonho com esse momento há dias. Tentei criar planos mirabolantes para pôr fim à vida dela. Mas nada se compara a oportunidade que tenho agora de pôr fim à vida dos dois de uma só vez. Espero que eles estejam tendo momentos felizes nesse momento. Serão os últimos.
Sim. Ali está a porta. Negra, um pouco deteriorada e com uma fechadura enferrujada. Veja o lugar que ele costuma trazê-la! Todo esse corredor fede. As paredes estão imundas. Nunca pensei que ela se contentaria com tão pouco. Sempre teve uma atração por tudo que custasse mais de três dígitos. Tinha-me apenas como uma fonte para sustentar seus luxos, presumo.
Mas isso não deve lhes importar. O que importa é que estou em busca dela e do outro. Quero andar devagar. Passo a passo. Quero saborear cada segundo. A cada passo que dou, passeiam pela minha cabeça tantas barbaridades. Muitos diriam que tenho uma mente doentia. Quase um psicopata. Mas não sou. Loucos são os que matam sem uma ideologia. Faço isso pela minha honra. É como em uma guerra. Mato para não ser morto. Há um lugar reservado para mim no reino dos céus. Há de existir um lugar reservado para os homens traídos.
Segurar a arma me proporciona um prazer indescritível...Espere! Está vindo alguém. São muitos passos devem ser muitos. Sim, são muitos. Parei no corredor e tentei ficar indiferente. Passaram pelo meu lado três crianças. Dois meninos e uma menina. Corriam e se debatiam como todas as crianças normais. Nem tão normais. Eles se dirigiram até a porta a que eu almejava. A mesma porta negra. E bateram insistentemente. E para minha surpresa elas estão agora proferindo exclamações que fizeram embaralhar todas as minhas idéias:

- Mamãe! Papai! Nós chegamos! Abre aqui a porta!

Não pode ser. Não deve ser possível. Como? Essas crianças devem ter no mínimo dez anos. Eu estou com ela há apenas dois ou três anos. Não, não, não. Não quero crer nisso Não posso pensar nessa possibilidade. Comecei a andar de volta a escada. Desci tão lentamente e tão sem forças que um simples vento me faria rolar escada abaixo. Não sei bem como consegui sair do prédio. Parei em frente. Do lado de fora pude ver a janela da casa que as crianças haviam entrado. Pude vê-la. Do seu lado estava ele e as três crianças sorrindo como uma típica família feliz.
Meu Deus! Como tudo pode ter mudado assim tão rápido? O que farei agora? Tenho que me acostumar com essa nova situação. Preciso me acostumar com a idéia de ser o outro.


Desculpem-me pela qualidade duvidosa do texto. Estou sem idéias e sem tempo para revisar o que escrevo. Prometo melhorar.

BRUNO LIMA ás 1:12 PM

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Quarta-feira, Novembro 19, 2003

Amor, amor, amor. Tão falado, mas jamais sentido. Tão necessário, mas jamais possuído. Tão esperado, mas jamais consumado. Amor ilusório dos poetas solitários. Amor clichê dos últimos românticos. Amor excitante dos amantes insaciáveis. Amor que tortura. Amor que sufoca. Amor que escraviza. Amor que salva. Amor que liberta. Amor incompreendido. Amor que cega. Amor que entorpece. Amor passageiro. Amor sem amor. Amor não correspondido. Amor tolo de adolescentes. Amor aventureiro.
Amor, amor, amor. Se tens tantas faces porque ainda não te conheci?

BRUNO LIMA ás 1:43 PM

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Sexta-feira, Novembro 07, 2003


Os olhos dela abriram como se estivessem programados. Estava deitada naquela cama há dias. Mas como poderia levantar-se? Como deixar para trás todas aquelas indagações que castigavam sua mente? Estava disposta a buscar respostas para sua dor. Estava disposta a saber qual era o motivo. Mas não conseguia. Nem mesmo buscando dentro de seus sentimentos mais reprimidos.
Levantou-se como uma máquina. Todas os seus ossos e articulações funcionavam como engrenagens de uma máquina velha e já deteriorada. Mas por quê? O que faltava?
Dirigiu-se ao banheiro e lá lavou seu rosto. Teimou em não olhar sua imagem projetada no espelho. Não podia encarar a si mesma se era tão incompetente. Se era incapaz de achar a suas próprias respostas.
Mas estava decidida. E saiu do quarto. Saiu da casa. E caminhou pela rua. Andou até onde seus pés a levaram. Todos olhavam para aquela pobre mulher. E mesmo com tantos dedos apontados em sua direção, mesmo sentindo-se confusa, não poderia parar.
Logo estava em uma rua movimentada. Observava todas aquelas luzes. Todos aqueles carros barulhentos. Todas aquelas pessoas apressadas. E não podia achar. Não encontrava suas respostas.
E os primeiros pingos caíram. E ela percebeu que a chuva se aproximava. E todos correram ainda mais apressados. E as portas das lojas foram sendo fechadas. E os guarda-chuvas foram abertos. As luzes apagadas. Mas não podia fugir. Ficaria ali o tempo necessário.
O vento frio que acompanhou os primeiros respingos penetrava em seu corpo e estremecia ainda mais o coração já ferido pelo fracasso tão claro naquele instante.
Os pingos tornaram-se mais fortes. E a mulher em um momento de desespero caiu de joelhos no meio dos poucos que ainda restavam na rua.
Um casal parou para observar a cena tão incomum. E ela os notou. Observou as mãos unidas. Percebeu o olhar tão cheio de alegria de ambos. Notou a esperança e o amor que estavam estampados nos rostos jovens que estavam na sua frente.
Abaixou o rosto e sutilmente esboçou um sorriso. As lágrimas caíram e se juntaram aos pingos que escorriam do seu rosto. Havia acabado. Suas respostas haviam sido respondidas. Sabia o que lhe faltava. E ficou lá de joelhos por alguns minutos, enquanto as pessoas passavam preocupando-se apenas em esquivar-se da chuva.

BRUNO LIMA ás 12:11 PM

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Sábado, Novembro 01, 2003

E de repente veio a chuva. E pude sentir minhas mãos gélidas. E pude tocar a água que caia. O frio chegou. E as nuvens escuras engoliram a luz. E de repente veio a solidão e o silêncio. E todos entraram em suas casas. E todos dormiram seu sono mudo. E todos se esqueceram do espetáculo que é quando a chuva cai.


BRUNO LIMA ás 5:38 PM

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Quarta-feira, Outubro 22, 2003


Não consigo adestrar as palavras. Não consigo prender minhas idéias. Não tenho a menor noção de regras. Não tenho a menor vontade de fazer-te pensar. Não tenho habilidades com formas. Não sei criar enigmas. Não sei criar o absurdo. Minhas imagens são simples. Nunca beiram o complexo. Se tiver que ser criativo. Se tiver que saber jogar com as letras. Sinto muito. Não serei eu. Não escrevo poesias nem romances. Descrevo sentimentos.


BRUNO LIMA ás 1:29 PM

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Sábado, Outubro 18, 2003


Mundinho abestalhado - imbeciloide


Nois vive num mundinho que é pequeno por demais
Pra mode a gente vivê tem que empurrar o outro que tá do lado
Si num empurrar você é empurrado.
E pode caí
Enquanto o outro irá te vê de cima.

Nois vive num mundinho estranho
Sorrizo nem sempre é sorrizo
Cára fea nem sempre é cára fea
Tem que saber diferenciá
Se num souber vai acabar sendo enganado

Tem gente que si isconde da luz do dia
Tem medo da claridade mostrar sua cara verdadeira
E só sai a noite
Quando ninguém ta vendo nem ouvindo.
Eles vão lá e destroem toda sua plantação.
E no raiar do dia pergunta: O que foi?

Nois vive num mundinho abestalhado
Num tem quem fale a verdade
Se fala é pra magoar
E nós é que sofre

Sofre por acreditar nesse povinho
Sofre por crer que esse mundinho tem jeito
Sofre por acreditar em gente
Sofre por crer que nois ainda ama

Prefiro ser assim meio torto
Prefiro ser meio imperfeitim
Pelo menos minha imperfeição é verdadeira
Pra mode viver aqui tem que ser mei maluco
E isso não sou

Queria que uns homenzinhos vindos do espaço me levasse daqui
Pra bem longe
Talvez lá eu seja menos estranho do que sou aqui

Eita mundinho imbecil!

BRUNO LIMA ás 1:34 PM

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Sexta-feira, Outubro 17, 2003

Quando sentir o gosto amargo da desesperança na boca, não se entregue. A languidez pode envolver seu corpo, mas jamais correrá na suas veias. Eles querem a todo custo fazer com que fechemos nossos olhos. Querem que nos tornemos surdos e mudos. Querem que pensemos que já não existe solução. A tormenta e a escuridão irão passar. Então a luz irá iluminar o rosto daqueles que um dia tentaram nos corromper. E quando esse dia chegar, quando a verdade vier à tona, você poderá se orgulhar de nunca ter feito parte dessa sujeira. Irá se orgulhar de possuir as mãos limpas, enquanto os imundos estarão tentando a todo custo esconder suas mãos impregnadas de lama. Quando sentir o gosto amargo da impotência e da desesperança na boca, não se entregue. Eles podem tentar nos envolver com seu manto de mentiras, mas jamais conseguirão calar sua boca.

BRUNO LIMA ás 12:29 PM

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Quarta-feira, Outubro 08, 2003


No quarto


Meu quarto está um pouco vazio
Mas posso ouvir o som vindo de fora.
Ando pelo lixo do chão.
Mas não consigo achar.
Isso não é tão fácil assim.

Como chocolate com baunilha.
Tento beber mais um pouco
Mas a garrafa já está seca
Tento voar
Mas não posso tirar meus pés do chão.
Só consigo ouvi-la dizer: "O que há com você?"

Leio livro de gente que já morreu
Tento dançar
Imagino seu corpo mexendo de forma sensual
Tento fumar algo
Mas tudo já foi tragado.
Nunca conseguirei achar
Isso é tão difícil

Não agüento mais comer chocolate com baunilha
Contento-me em sentir o cheiro da bebida que acabou
Tento voar
Mas meus pés nunca sairão do chão
Só consigo ouvi-la dizer: "O que há com você?"

Vamos garota mexa seu corpo
Você pode ser sensual se quiser
Você pode me hipnotizar se quiser
Mas não me deixe nesse estado
Acabarei ficando louco nesse quarto

BRUNO LIMA ás 11:33 AM

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Quinta-feira, Outubro 02, 2003


O circo


O mundo é um circo e eu estou sentado na primeira fila. Estou desesperado para ver o leão devorar minha alma. Estou ansioso para ver o malabarista cair lá de cima para delírio da multidão. Estou contando os segundos para ver as dançarinas e suas pernas hipnotizantes e que levam ao inferno quem as vê. Estou ansioso para ver o mágico fazer desaparecer a esperança e a felicidade. Terá também a entrada triunfal do homem-bomba. Ele se despedaçará na nossa frente em sinal de protesto e todos irão se admirar. Quero ver o palhaço roubar o amor da minha amada. Quero ouvir os gritos delirantes da multidão quando o mestre de cerimônia gritar: Calem-se! Quero rir de forma estúpida e desesperada. Só sairei daqui quando não mais souber quem sou. Vamos, aplauda! Bata palmas para esse show patético. Você pode não saber. Mas esse mundo é um circo e você está sentado na primeira fila.

BRUNO LIMA ás 4:56 PM

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Template Novo. Vida nova


Template novo, vida nova. Como havia prometido ontem, hoje coloquei o novo template. Tive um pouco de trabalho pra fazer, mas acho que ficou bacana. Todo preto e branco e com um visual de coisa velha. Não que os Beatles ou Strokes sejam velhos. Pelo contrário. Estou falando do visual em si.
Hoje estava pensando porque ainda não fiz algo que envolvesse cinema, já que essa é minha grande paixão. Mas cheguei à conclusão de que as duas coisas, cinema e música, possuem a mesma importância na minha vida. Essas duas artes são as minhas drogas naturais, o meu refúgio para escapar dos problemas da vida, e me levam a mundos que jamais havia imaginado. Mas quem sabe o próximo tema não seja Cinema? Mas isso é futuro... Bom, como vocês já devem ter percebido esse blog passa por diversas fases. Já passaram por aqui, criticas musicais, textos depressivos, textos alegres, fotomontagens, poesias românticas, etc. Gosto que seja assim. Pois isso aqui reflete um pouco do que é a vida. Passamos por diversas fases. Algumas boas outras ruins. Mas de alguma forma proveitosa. Também não gosto de repetir sempre a mesma coisa. Odeio copiar a mim mesmo. Eu não suportaria isso, e nem vocês. É legal entrar aqui e ver algo que você não esperava encontrar. Assim consigo surpreender você. Não sei bem qual será a minha próxima fase. Estou escrevendo coisas tão malucas que ainda não decidi qual delas irei colocar primeiro. Mas peço paciência a vocês. Sei que às vezes demoro a postar. Mas isso só acontece porque tenho que ter absoluta certeza se o que eu escrevi é realmente bom o suficiente para compartilhar com vocês.
Ah, temos também dois novos Links: "O Q Me Irrita" e o "Textosterona". Vale a pena passar por lá. Então é isso. Bem-vindos à nova "Cidade do Sonho"!!!!!

BRUNO LIMA ás 4:52 PM

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Quarta-feira, Outubro 01, 2003

Caramba, está com um tempão que não escrevo nada. É que esses textos não nascem quando eu quero, daí a demora pra escrever algo. Bom, mas já voltei a rabiscar algumas coisas aqui em casa. Também estou quase acabando de fazer um novo template para o blog, já que esse já está bem velho. Ah, não queria deixar de dizer também que as músicas novas do The Strokes do cd Room on Fire que será lançado somente em 20 de outubro, já vazaram para a net. Sei que isso é errado, mas já peguei todas. E cara...quase chorei quando ouvi. O albúm tá MUITO BOM. Tem uma balada chamada Under Control que já ouvi umas 100 vezes. E estou ouvindo enquanto escrevo.Como estou Strokemaniaco e Beatlemaniaco o template novo irá refletir essa minha fase. Então até breve! Vou ouvir pela 200º vez o Room on Fire.

BRUNO LIMA ás 3:39 PM

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Terça-feira, Setembro 23, 2003

O Lobo e a Borboleta

Posso me sentir livre agora
Mesmo você não estando do meu lado
Posso me sentir livre agora

Você escolheu seu caminho
Você escolheu seguir as borboletas
Você escolheu flutuar

Você nunca conseguiu deixar seus pés no chão
Mas será que você se sente livre?
Será que elas te fazem feliz?

Por que ainda me faz sofrer?
Por que ainda lembro de você quando olho para o céu azul?
Por que tenho a impressão de que ainda estou ao seu lado?

Seguirei os lobos
Criaturas livres e sozinhas
Contentarei-me a comer os restos
Contentarei-me a olhar somente para a carne
Será que realmente serei livre?

Estamos todos presos garota
Você não percebe
Mas as borboletas te sufocam
Elas te hipnotizam e te enganam

Os lobos me vigiam
Posso ser uma presa fácil
Posso ser devorado
Posso ser enganado por uma simples borboleta

Não temos saída
Eles sabem onde estamos
Não há razão em nos disfarçarmos
Não há razão em sermos livres
Prefiro segurar sua mão
A sentir o gosto estúpido da falsa liberdade.

BRUNO LIMA ás 12:21 PM

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Domingo, Setembro 21, 2003

Cara, essa semana tem sido muito corrida. Foi tanta coisa pra fazer que eu fiquei sem tempo de escrever algo para postar. Mas eu prometo que no começo dessa semana eu volto a atualizar o blog. Ah, obrigado à Virninha, Samara e Natália que colocaram um link para o meu blog em seus diários virtuais. Para não passar em branco, coloquei aqui uma música que gosto muito. Se chama "Creep" e é de uma das minhas bandas preferidas, o Radiohead. Então, até breve!

Imprestável
(Radiohead)

Da última vez em que você esteve aqui
Não pude nem te olhar nos olhos
Você é exatamente como um anjo
Sua pele me faz chorar
Você flutua como uma pluma
Em um mundo lindo
Eu queria que eu fosse especial
Você é especial pra caramba
Mas eu sou um imprestável
Eu sou um estranho
Que diabos eu estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar

Eu não ligo se isso machuca
Eu quero ter o controle
Eu quero um corpo perfeito
Eu quero uma alma perfeita
Quero que você perceba
Quando eu não estou por perto
Você é especial pra caramba
Eu queira que eu fosse especial

Mas eu sou um imprestável
Eu sou um estranho
Que diabos eu estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar

Ela está fugindo de novo
Ela está correndo de mim
Ela corre, corre, corre corre
Corre

O que quer que te faça feliz
O que quer que você queira
Você é especial pra caramba
Eu queria que eu fosse especial
Mas eu sou um imprestável
Eu sou um estranho
Que diabos eu estou fazendo aqui?
Eu não pertenço a este lugar

BRUNO LIMA ás 11:26 AM

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